quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O pobrezinho

Ao virar a esquina
Sempre o mesmo homem
Maltrapilho.
Mão suja e enrugada
Estendida à caridade.
Os que passam não olham.

Pobre homem desprezado,
Quanta humilhação.
Um dia...
Alguém lhe sorriu.
De mãozinha estendida
Aquele menino dizia-lhe adeus.

Com sua suja mão
E olhos marejados de lágrimas
O homem retribuiu.
De repente,cai.
Não mais se levantou.
Seus olhos secaram-se.
Sua mão deixou de acenar.
Assim termina uma vida de desencanto.

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