quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mente sonhadora

Vestida de verde vivo
Com bordados cintilantes,
O longo cabelo castanho sedoso
Ondulava ao vento,
Ao vento do entardecer.

Olhando o céu infinito,
Envolta em pensamentos mil,
Assalta-a uma tristeza indefenida.
Com os olhos rasos de descontrolada emoção,
Pensa na triste existência
Daquelas mãos enrugadas,
Do rosto sofrido
De uma tristeza sem nome.

Vive aplacando as saudades
Daquele longíquo sertão Angolano.
Ao olhar o pacífico por de sol,
O céu matizado de tons vermelhos,
Lembra aquela terra escaldante
Objecto da ganância dos homens.

Mente sonhadora,
Cheia de pensamentos errantes.
Solitária irremediável
De liberdade plena perdida.

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