Ao virar a esquina
Sempre o mesmo homem
Maltrapilho.
Mão suja e enrugada
Estendida à caridade.
Os que passam não olham.
Pobre homem desprezado,
Quanta humilhação.
Um dia...
Alguém lhe sorriu.
De mãozinha estendida
Aquele menino dizia-lhe adeus.
Com sua suja mão
E olhos marejados de lágrimas
O homem retribuiu.
De repente,cai.
Não mais se levantou.
Seus olhos secaram-se.
Sua mão deixou de acenar.
Assim termina uma vida de desencanto.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Noite
A noite envolve-me com seus braços
Entoando melodias
De agonia e desencanto.
A noite inunda-me em abraços
De inimizade e hipócrisia.
Óh!noite maligna,
Porque me deixas
Perdida nesta solidão.
Porque me abandonas
E me deixas ferida
Em tal escuridão.
Óh! noite cruel
Que tens o amargo do fel.
Noite hipócrita,
Sem piedade,
Tiraste-me a liberdade.
Entoando melodias
De agonia e desencanto.
A noite inunda-me em abraços
De inimizade e hipócrisia.
Óh!noite maligna,
Porque me deixas
Perdida nesta solidão.
Porque me abandonas
E me deixas ferida
Em tal escuridão.
Óh! noite cruel
Que tens o amargo do fel.
Noite hipócrita,
Sem piedade,
Tiraste-me a liberdade.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Mente sonhadora
Vestida de verde vivo
Com bordados cintilantes,
O longo cabelo castanho sedoso
Ondulava ao vento,
Ao vento do entardecer.
Olhando o céu infinito,
Envolta em pensamentos mil,
Assalta-a uma tristeza indefenida.
Com os olhos rasos de descontrolada emoção,
Pensa na triste existência
Daquelas mãos enrugadas,
Do rosto sofrido
De uma tristeza sem nome.
Vive aplacando as saudades
Daquele longíquo sertão Angolano.
Ao olhar o pacífico por de sol,
O céu matizado de tons vermelhos,
Lembra aquela terra escaldante
Objecto da ganância dos homens.
Mente sonhadora,
Cheia de pensamentos errantes.
Solitária irremediável
De liberdade plena perdida.
Com bordados cintilantes,
O longo cabelo castanho sedoso
Ondulava ao vento,
Ao vento do entardecer.
Olhando o céu infinito,
Envolta em pensamentos mil,
Assalta-a uma tristeza indefenida.
Com os olhos rasos de descontrolada emoção,
Pensa na triste existência
Daquelas mãos enrugadas,
Do rosto sofrido
De uma tristeza sem nome.
Vive aplacando as saudades
Daquele longíquo sertão Angolano.
Ao olhar o pacífico por de sol,
O céu matizado de tons vermelhos,
Lembra aquela terra escaldante
Objecto da ganância dos homens.
Mente sonhadora,
Cheia de pensamentos errantes.
Solitária irremediável
De liberdade plena perdida.
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