Sombra errante
De olhos cansados,
Assim és tu velho solitário
Cuja vida se evapora
Das tuas mãos secas e enrugadas.
O sol que desperta teu sono,
E o mar ao longe
No seu perpétuo movimento
Como quem chama por ti.
E tu sombra errante,
De corpo curvado
Pelo peso dos anos,
Vais andando como as ondas
Num vaivém desenfreado.
Sem rumo e sem norte,
Vais tu velho solitário
À procura do nada.
Do nada se compõe tua vida
Sombra errante.
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