quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Mãe Negra


Mãe negra,
Mãe guerreira.
Dentro do teu peito
Vibra um coração cheio de esperança,
Esperança de um amanhã melhor.
Talvez amanhã,
Venha a liberdade tão desejada.

À sombra da mulembeira
Ouves o rugido do mar,
O belo mar que te sustenta
E que tão cruel sabe ser.

Antes de partires
Enches os olhos do vermelho do teu chão.
Deixas voar o sonho,
O sonho de um País livre
Com a mesma igualdade.

É preciso tempo,
O tempo que já não tens.
És uma mãe guerreira
De coração puro,sem ódios e amarguras.
Tens as mãos calejadas
Pela luta árdua que travas.
És,
Mãe negra
Mãe guerreira.


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