Mãe Negra
Mãe negra,
Mãe guerreira.
Dentro do teu peito
Vibra um coração cheio de esperança,
Esperança de um amanhã melhor.
Talvez amanhã,
Venha a liberdade tão desejada.
À sombra da mulembeira
Ouves o rugido do mar,
O belo mar que te sustenta
E que tão cruel sabe ser.
Antes de partires
Enches os olhos do vermelho do teu chão.
Deixas voar o sonho,
O sonho de um País livre
Com a mesma igualdade.
É preciso tempo,
O tempo que já não tens.
És uma mãe guerreira
De coração puro,sem ódios e amarguras.
Tens as mãos calejadas
Pela luta árdua que travas.
És,
Mãe negra
Mãe guerreira.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Inocência no acreditar
Inocência é sempre acreditar
Que o amanhã será melhor.
Quando penso no tempo que passa
E nas folhas de Outono caídas no chão,
À minha alma chega o desalento.
A vida, esta vida
Se esfuma como o vento,
E à memória do meu coração
Chegam os sonhos de uma vida.
O mundo.....
Este mundo em que vivemos
De falsidade tamanha
Faz esquecer o que somos.
Nada mais herdamos
Do que uma vida sem sentido.
Entre o pensar e o sentir
Estendo minha mão
E apanho o nada.
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