SÃO IMAGENS
Queria como os pássaros
Ter asas e voar
E levar meus sonhos
Ao sabor do vento.
Ao dobrar a cada esquina
Eu, mulher, vejo-me menina.
Acordo para a realidade.
Foi miragem,
Foi ilusão,
E a esperança ficou perdida.
Nestes caminhos cruzados
Onde tudo é esperado,
As palavras vão-se perdendo.
É o viver sem sentido.
É o medo sufocado.
Nos meus silêncios
Subsiste a lembrança
Pura e doce daquele olhar.
São imagens traçadas na minha memória.
Acordo,
E a mesma realidade nua e crua
O meu sonho vem toldar.
domingo, 9 de outubro de 2016
OS ESPELHOS
Os espelhos reflectem
Tudo o que não quero ver
À luz dos meus olhos.
No silêncio,um desejo,
Ver florir os campos
Com o verde da esperança.
Regresso a casa taciturna.
É urgente que haja alegria.
Que se recrie o amor
E os silêncios se esfumem,
E que a porta se abra
Para o lindo sol entrar.
Os espelhos reflectem
Tudo o que não quero ver
À luz dos meus olhos.
No silêncio,um desejo,
Ver florir os campos
Com o verde da esperança.
Regresso a casa taciturna.
É urgente que haja alegria.
Que se recrie o amor
E os silêncios se esfumem,
E que a porta se abra
Para o lindo sol entrar.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Mãe Negra
Mãe negra,
Mãe guerreira.
Dentro do teu peito
Vibra um coração cheio de esperança,
Esperança de um amanhã melhor.
Talvez amanhã,
Venha a liberdade tão desejada.
À sombra da mulembeira
Ouves o rugido do mar,
O belo mar que te sustenta
E que tão cruel sabe ser.
Antes de partires
Enches os olhos do vermelho do teu chão.
Deixas voar o sonho,
O sonho de um País livre
Com a mesma igualdade.
É preciso tempo,
O tempo que já não tens.
És uma mãe guerreira
De coração puro,sem ódios e amarguras.
Tens as mãos calejadas
Pela luta árdua que travas.
És,
Mãe negra
Mãe guerreira.
Mãe negra,
Mãe guerreira.
Dentro do teu peito
Vibra um coração cheio de esperança,
Esperança de um amanhã melhor.
Talvez amanhã,
Venha a liberdade tão desejada.
À sombra da mulembeira
Ouves o rugido do mar,
O belo mar que te sustenta
E que tão cruel sabe ser.
Antes de partires
Enches os olhos do vermelho do teu chão.
Deixas voar o sonho,
O sonho de um País livre
Com a mesma igualdade.
É preciso tempo,
O tempo que já não tens.
És uma mãe guerreira
De coração puro,sem ódios e amarguras.
Tens as mãos calejadas
Pela luta árdua que travas.
És,
Mãe negra
Mãe guerreira.
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Inocência no acreditar
Inocência é sempre acreditar
Que o amanhã será melhor.
Quando penso no tempo que passa
E nas folhas de Outono caídas no chão,
À minha alma chega o desalento.
A vida, esta vida
Se esfuma como o vento,
E à memória do meu coração
Chegam os sonhos de uma vida.
O mundo.....
Este mundo em que vivemos
De falsidade tamanha
Faz esquecer o que somos.
Nada mais herdamos
Do que uma vida sem sentido.
Entre o pensar e o sentir
Estendo minha mão
E apanho o nada.
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