Todos os ais são meus,
São ais da minha saudade.
Este meu coração
Da vida anda perdido.
Estranha é esta forma de vida,
Perdida entre as gentes
Do País em movimento.
Tenho saudades de mim,
Do meu passado mal amado.
Na minha alma trago guardado
O fado do meu encanto.
Gemi como o vento de inverno
Que me fez um juramento,
De levar para bem longe
A saudade de meu tormento.
Quantos caminhos trilhados,
Quantas jornadas passadas.
És um bom companheiro
Amigo na hora certa.
Apróxima-se a noite
Que me cheira a solidão.
No meu peito já cansado
Meu coração arde.
Confesso que tenho medo
Do amanhã que é um segredo.
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