Pousa tua mão sobre minha cabeça,
Deixa-me ter algum alento.
Palavras e gestos
Refrigeram minha alma.
A irrealidade deste tempo
É o silêncio que sinto.
Não pises meu silêncio...
O tempo segue seu caminho,
E como a seca flor do arminho
Assim eu estou secando.
Algures,nem eu sei dizer,
Meu coração perdi.
Outra vida,
Outra realidade
Que tudo o vento levou.
A cada dia que desponta,
A cada nascida do sol,
A ave que canta ao longe
Faz descer em mim medos e esperança.
Tenho da vida minha visão.
Os dias são como barcos à deriva
Em águas revoltas e profundas.
Meus sentidos se confundem,
Meus sentimentos se baralham,
E eu vejo-me ir por um atalho
Sem saber para que lado
Meus passos hei-de guiar.
Sem comentários:
Enviar um comentário