Mundo ingrato.
O que fizeste do menino
que embora sem eira nem beira
feliz ele vivia.
Flutuava no suspenso
cantando em plena guerra
como se de um sonho se tratasse.
Ao longe, se adiantava a desgraça.
A igualdade apregoada
de falsa imagem se traduzia.
Era uma verdade fingida
na sua fantasia.
Disperso naquela terra
ouvindo soar os canhões,
aquela terra, aquele chão
que outrora lhe pertencera
era-lhe agora desconhecida.
Criança frágil,
difícil é tua luta.
Corajosamente
segues sempre em frente,
e quando o Sol desponta,
olhando para a sua luz
fazes a ti a promessa…
Um dia….
Vou ser gente grande.
Sem comentários:
Enviar um comentário