domingo, 9 de outubro de 2016

SÃO IMAGENS

Queria como os pássaros
Ter asas e voar
E levar meus sonhos
Ao sabor do vento.

Ao dobrar a cada esquina
Eu, mulher, vejo-me menina.
Acordo para a realidade.
Foi miragem,
Foi ilusão,
E a esperança ficou perdida.

Nestes caminhos cruzados
Onde tudo é esperado,
As palavras vão-se perdendo.
É o viver sem sentido.
É o medo sufocado.

Nos meus silêncios
Subsiste a lembrança
Pura e doce daquele olhar.
São imagens traçadas na minha memória.
Acordo,
E a mesma realidade nua e crua
O meu sonho vem toldar.
OS ESPELHOS
Os espelhos reflectem
Tudo o que não quero ver
À luz dos meus olhos.
No silêncio,um desejo,
Ver florir os campos
Com o verde da esperança.

Regresso a casa taciturna.
É urgente que haja alegria.
Que se recrie o amor
E os silêncios se esfumem,
E que a porta se abra
Para o lindo sol entrar.