sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nostalgia traiçoeira

Madrugada escura tempestuosa,
Corpos húmidos que se unem num abraço,
Almas tranquilas,
Almas ávidas de amor.

As ondas batem na praia
Num rumorejar remoto,
Aqueles corpos suados
De abundante beleza
Unem-se de prazer.

Na urbanidade de seus gestos
Uma tempestade de emoções
Lhe assaltam o coração,
Estragam o momento que mágico devia ser.

Recônditos pensamentos.
Nostalgia traiçoeira
Dos recantos de bom gosto
Onde cânticos pacíficos ouvia.





sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Valsa

Se eu soubesse compor
Compunha para ti a mais bela melodia.
Ao som de violinos
Dançaríamos a nossa valsa,
De corpos bem juntinhos
Olhos nos olhos,
Diríamos um ao outro o que sentimos.
Mas eu não sei compor.
Sem violinos, sem valsa,
De mãos entrelaçadas
Vamos andando ao ritmo do coração.
Devagarinho.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Ondas do viver

Naquele dia,
O céu chorou lágrimas de dor
Como grande foi a dor de ver-te partir.
Curtos foram teus anos
Tão cheios de emoção.

Tua rápida partida
Deixou-me despida de emoções.
Das mãos fugiu-me teu rosto,
Do meu abraço foste levado.
Abracei as ondas do viver,
Entreguei-me ao nada.
Tão longe estás!Tão longe!

Observo o mar,
Ao longe vislumbro teu rosto,
Uma saudade infinita me invade.
Teu rosto magoado
Para sempre ficará guardado
No mais fundo do meu ser.

O céu perdeu sua luz
Resta a imensa escuridão
Que reina em meu coração


2/6/1973
40 anos de saudade











quinta-feira, 21 de março de 2013

A razão implora

Coração cansado,
Abre tuas portas e vê
Que tudo o que quiseste
Foi mera ilusão.
Gritei pelo passado,
Chorei e nada vi,
Talvez um dia possa voltar
A viver o que perdi.

O tempo passou e não parou,
Pelas mãos da vida
A razão implora
Um abraço apertado.
Esta ansiedade que me invade
Depois de tanto tentar,
É de não deixar morrer o sonho
De um dia te voltar a encontrar.